29 de mai de 2011

Iluminação não é só um detalhe!


Iluminação não é só um detalhe!

Resolvi escrever sobre iluminação e diferentes tipos de lâmpadas e efeitos, pois hoje existem muitas opções e efeitos maravilhosos com Leds, dicróicas, fluorescentes e com tantas opções fica a dúvida: o que ficaria melhor?

Um breve histórico para os mais curiosos que peguei no site da osram sobre esse fantástico mundo da iluminação:

Em 1854, o mecânico alemão Heinrich Göbel construiu a primeira lâmpada incandescente usando fios de bambu carbonizados como filamento, que foram inseridos em um bulbo de vidro após a retirada de todo o ar interno. Esta lâmpada foi conectada a uma bateria e usada para iluminar sua loja em Nova Iorque.
Em 1879, o americano Thomas Alva Edison desenvolveu a lâmpada de luz incandescente, que pôde ser produzida em escala industrial. Ele introduziu o sistema de base de rosca, garantindo assim o contato elétrico e, assim como Göebel, usou fibra de carbono como filamento. Esta solução é utilizada até os dias de hoje, mantendo seu nome.
A OSRAM, por sua vez, criou um filamento de metal muito mais estável. Desde esta alteração, muitos outros tipos de lâmpadas foram criados através do surgimento de novas tecnologias e novas formas de geração de luz.
Lâmpadas incandescentes são irradiadores térmicos. Em um bulbo selado cheio de gás, uma corrente elétrica é passada através de um filamento de tungstênio que o faz brilhar. Com esse método de geração de luz, apenas cerca de 5% da energia consumida é convertida em luz, e o resto é perdido como calor.

Lâmpadas halógenas têm o mesmo principio das lâmpadas incandescentes; porém, são mais elaboradas, tem uma luz mais brilhante, eficiência energética, maior vida útil (variando entre 2000 e 4000 horas), menores dimensões e proporcionam vários efeitos de iluminação. Tem o IRC (Índice de Reprodução de Cor) de 100%, significa uma luz mais real, com a luz que obtemos com o sol. Com essa finalidade fica mais fácil identificar as cores reais de quadros, pinturas de paredes, roupas e objetos. Essas lâmpadas tem maior uso nos embutidos para gesso, spots e luminárias de mesa.Na linha de lâmpadas da OSRAM pode-se agora contar com as lâmpadas Halógenas Energy Saver, que tem por finalidade economizar em até 65% de energia se comparadas às lâmpadas comuns, e mantém o mesmo fluxo luminoso.



CLASSIC A

A lâmpada CLASSIC A é indicada para iluminação geral, predominantemente no uso residencial. É utilizada em lustres, arandelas, plafonniers, abajures, etc.
- Pode ser dimerizada (variar intensidade da luz)
- Temperatura de cor: 2.700K (cor amarela)
- Posição de funcionamento: universal

CLASSIC B
A lâmpada CLASSIC B (vela lisa) é ideal para iluminação decorativa, principalmente em lustres de cristal e em outras luminárias, como pendentes e arandelas.
A versão de bulbo claro proporciona luz brilhante, enquanto a versão com o acabamento sílico reduz o ofuscamento e atenua a formação de sombras, resultando em uma luz mais confortável e ideal para iluminação decorativa.


BELLALUX
Com formato arrojado, a BELLALUX é ideal para aplicações decorativas e residenciais e é utilizada em arandelas, plafonniers, abajures, etc.
A versão com acamento sílico reduz o ofuscamento e atenua a formação de sombras, resultando em uma luz mais confortável.
- Pode ser dimerizada
- Temperatura de cor: 2.700 K (cor amarela)
- Índice de reprodução de cor: 100
- Posição de funcionamento: universal


CONCENTRA


·         A lâmpada CONCENTRA, com tratamento espelhado do bulbo, representa uma evolução das incandescentes. Com fachos de luz bem definidos, luz concentrada e com maior intensidade, esta lâmpada é indicada para iluminação dirigida e de destaque, valorizando objetos e espaços. É recomendada para uso em spots e luminárias embutidas fixas ou orientáveis em aplicações em residências, halls de edifícios, lojas, vitrines, galerias, museus, etc.

- Pode ser dimerizada
- Temperatura de cor: 2.700 K (cor amarela)
- Índice de reprodução de cor: 100
- Posição de funcionamento: universal


Lâmpadas Fluorescentes
O elemento principal de uma lâmpada fluorescente é o tubo selado de vidro. Este tubo contém uma pequena porção de mercúrio e um gás inerte, tipicamente o argônio, mantidos sob pressão muito baixa. O tubo também contém um revestimento de pó de fósforo na parte interna do vidro e dois eletrodos, um em cada extremidade, conectados a um circuito elétrico. O circuito elétrico é ligado a uma alimentação de corrente alternada (CA).
Quando você acende a lâmpada, a corrente flui pelo circuito elétrico até os eletrodos. Existe uma voltagem considerável através dos eletrodos, então os elétrons migram através do gás de uma extremidade para a outra. Esta energia modifica parte do mercúrio dentro do tubo de líquido para gás. Como os elétrons e os átomos carregados se movem dentro do tubo, alguns deles irão colidir com os átomos dos gases de mercúrio. Estas colisões excitam os átomos, jogando-os para níveis de energia mais altos. Quando os elétrons retornam para seus níveis de energia originais, eles liberam fótons de luz. Nossos olhos não registram os fótons ultravioleta, então este tipo de luz precisa ser convertida em luz visível para iluminar a lâmpada. É aqui que o revestimento de pó de fósforo do tubo entra em ação. Os fosforosos são substâncias que emitem luz quando expostas à luz. Quando um fóton atinge com um átomo de fósforo, um dos elétrons do fósforo pula para um nível mais alto de energia e o átomo se aquece. Em uma lâmpada fluorescente, a luz emitida está no espectro visível, o fósforo emite luz branca que podemos enxergar. Os fabricantes podem variar a cor da luz usando combinações de fosforosos diferentes: http://ciencia.hsw.uol.com.br/lampadas-fluorescentes2.htm
 



Nessa imagem que encontrei no site da Osram a iluminação de fundo foi instalada nas prateleiras. Este mesmo tipo de iluminação pode ser colocada em forros, pendentes ou em luminárias montadas na superfície, como “spotlights” e luminárias com sistemas de cabo e haste ou como arandelas, em paredes:

Ambiente de Ana Lucia Siciliano (no blog acervointeriores): Ao unir duas salas para criar um ambiente de estar e home-theater, a arquiteta Ana Lucia Siciliano deixou à mostra a viga estrutural. Para disfarçá-la, projetou sancas de gesso que formam “molduras” rebaixadas no forro. Ali, ela embutiu lâmpadas fluorescentes amarelas, que emitem uma luz mais aconchegante. Na área sobre o rack, há spots para iluminação pontual.)
Projeto das arquitetas Maria Alice Rezende e Liana Gazzola

Esta cozinha é outro exemplo onde a luz fluorescente se encaixa perfeitamente:
perfis de alumínio que combinam lâmpadas fluorescentes escondidas por acrílicos leitosos – que iluminam de forma geral e difusa – e lâmpadas AR 70 no meio e nas pontas.  

Fonte: casa.abril.com.br
Lâmpadas Dicróicas



Dicroísmo (do grego dichroos, bicolor) é a propriedade, que alguns materiais têm, de dividir um feixe de luz em dois feixes de comprimentos de onda (cores) diferentes. Essa propriedade é usada em filtros e espelhos para diversas aplicações.

Uma lâmpada dicróica comum é uma lâmpada halógena com um refletor de algum material dicróico, que reflete a parte visível da radiação e absorve a parte infravermelha. Embutida em forros ou similares, é reduzida a emissão de calor para o ambiente iluminado


Pendente e spots com lâmpadas minidicroicas - Neto Porpino

Spots com lâmpadas dicroicas e AR 48 - Fernando Piva

A lâmpada dicróica é principalmente usada nos projetos de interiores, mas dê preferência sempre para as lâmpadas 12V, ou seja, com uso de transformador. Assim estará garantindo melhor vida útil para seu material elétrico, pois a energia chega primeiramente no transformador e posteriormente na lâmpada. Pois a tensão de rede é sempre instável e pode sofrer variações. Fique sempre atento também aos graus de abertura das lâmpadas, pois cada uma tem um efeito diferente, algumas das angulações são: 10, 38 e 60 graus. Irá usa-lo de 10graus quando for para marcar uma parede que tenha textura, pedras ou outro tipo de revestimento, ou mesmo em uma parede lisa onde quer apenas marcar com pequeno facho de luz. Mas se for para iluminar quadros,  dê preferência para as de 60graus, elas tem luz de destaque , mas deixa-o de forma mais homogênea, e um detalhe muito importante, use um filtro fosco, para deixar a luz mais “limpa”. O filtro é um disco de vidro redondo, com o mesmo diâmetro da lâmpada dicróica. A dicróica energy saver é a mais indicada tanto para uso comercial ou residêncial, quando se quer destacar algum objeto, quadro, roupa, etc. Além de economizar  energia ela produz bem menos calor que uma dicróica comum.


Exemplo de iluminação com dicróica fazendo o efeito wallwash, isso quando o objetivo é iluminar a parede toda , ou onde se tem quadros, escultura ou mesmo textura. Para um melhor efeito é indicado que os embutidos fiquem 50cm de afastamento em relação à parede, e usar com filtro fosco para minimizar as sombras.

ambiente com iluminação de dicróica, com facho mais aberto direcionando para a escultura. Projeto da arquiteta Suzy Melo.

Mini-dicróica de 10graus. Para este efeito os embutidos devem estar de 10 à 15cm de afastamento em relação à parede. Projeto Luminotécnico da Light Design.




Dicroica Cool-Blue

Efeito da Lâmpada Dicróica Cool Blue em um objeto prata. A lâmpada da esquerda é de 3000K (amarelada) e da direita 4500K cool blue (branco). Nesta imagem podemos ver como a luz branca realça o objeto prata.

Halopar

Estas lâmpadas têm fácil encaixe com a base E27 (de rosca) convencional. Indicadas para iluminação dirigida e de destaque, devido ao controle de facho de luz. Podem ser usadas em área interna como iluminação de bancada; dentro do box do chuveiro; etc. Ou área externa como jardins em espetos ou up-lights.

Iluminação de jardim com dicróica: lâmpadas PAR para causar esse efeito. Fonte da Imagem Site DF Paisagismo.

Conhecida como “Palito”,  para uso geral em luminárias para áreas  internas e externas. Ajuda a realçar e enfatizar estrutura, colunas, fachadas, monumentos, lojas e vitrines. É conectada diretamente à rede sem auxílio de transformador. Halógena é muito usada em refletores e luminárias tipo plafon e arandelas que produzem iluminação indireta.
Fonte da imagem site La Lampe.
iluminação de destaque na mesa de centro. Para esse efeito a  indicação é uma AR70 de 8 graus. Fonte da imagem site Obravip

 
Cuidado especial: Procure não tocar no bulbo das lâmpadas halógenas sem utilização de luvas, pois o contato de gorduras e impurezas da própria pele em seu bulbo pode ocasionar diminuição sua vida útil da lâmpada. Caso ocorra acidentalmente limpe-a com um pano umedecido em álcool.

Fonte textos e imagens: http://chandelierlux.wordpress.com/tag/iluminacao/

Led

o LED tem conquistado o mercado pela sua longa durabilidade e elevada redução no consumo de energia, que pode chegar a 90%. Diferentemente das halógenas e incandescentes, o LED se trata de diodo emissor de luz que não emite calor radiante, o que permite aplicações específicas do produto na linha arquitetônica, como em vitrines de jóias, relógios, bolsas, roupas, galerias de arte, etc. Porém, a iluminação não tem alcance forte e não pode substituir as halogenas. O Led confere ao ambiente um ar mais cenográfico e relaxante e é indicado apenas para destaques e não como fonte principal de luz. Fonte Arquiteto Online.



O LED é um componente eletrônico semicondutor, ou seja, um diodo emissor de luz (L.E.D = Light emitter diode), mesma tecnologia utilizada nos chips dos computadores, que tem a propriedade de transformar energia elétrica em luz. Tal transformação é diferente da encontrada nas lâmpadas convencionais que utilizam filamentos metálicos, radiação ultravioleta e descarga de gases, dentre outras.

Katia Hermyt Faria e Andrea Soares Maginador
O LED NEON FLEX é o mais recente produto para iluminação no mercado internacional. Produzido com LEDs de alto brilho junto com uma mistura reforçada de PVC , e fabricado com um processo que aumenta o efeito de luz que traduz uma quantidade máxima de lumens à superfície do produto.



Leds RGB programados para produzir tons entre vermelho, verde, azul e roxo. Projeto Solange Calio.
LED TUBE - Lâmpadas Fluorescentes a Led.
Lâmpadas Fluorescentes a LED, também conhecidas por LED Tube, geralmente adotam um branco brilhante como fonte de luz. E as respectivas coberturas são normalmente feitos de acrílico ou materiais de alumínio. Estas Lâmpadas são concebidas como substitutas para o padrão de lâmpadas fluorescentes. A Uniled oferece ao mercado, Lâmpadas fluorescentes super brilhante T8 de LED, fluorescentes econômicas T8 de LED e fluorescentes T5 de LED, etc. A Uniled aposta no LED  para iluminação comercial e residencial e afirma vantagens expressivas como o consumo de  50% a menos de energia,  que uma lâmpada fluorescente convencional, sem perda de luminosidade e ainda dispensa o uso de reator e "starter". Devido ao baixo consumo de corrente, permite a redução de custos na instalação em geral, proporcionam uma menor  manutenção, reduzindo em pelo menos 10 vezes menos trocas de lâmpadas.



LED Wall Washer


LED Wall Washer light tem uma bela aparência e pode ser amplamente utilizado para fins de iluminação decorativa. É usado na arquitetura moderna para a iluminação de grandes superfícies. Eles são projetados para criar diferentes efeitos de cores. Estes efeitos podem assumir diferentes formas, tais como a atenuação, mudanca de cor aleatoria, a cor estática, cores piscando, etc.
Eles podem realizar operações de modo independente (depois de definir os efeitos desejados) ou ser controlado através de um controlador DMX. Eles são eficientes em termos energéticos, devido à sua baixa potência de consumo e capacidade de longa duração, fáceis de instalar, têm baixos custos de manutenção e são simples de operar. Alguns modelos combinam alto brilho com boa projeção de luz:



 Fitas de Led (LED Strip)

As Fitas de Led Flexiveis a prova d'água Uniled, conhecidas no mercado com LED STRIP LIGHTS, fabricadas com led SMD 3528, são projetadas para uma iluminação decorativa eficiente em ambientes de maior tráfego e que exigem uma aplicação mais robusta e podem ser usadas em ambientes variados como efeito decorativo. Embarcações marítimas, podem utilizá-las para uma perfeita iluminação, pois proporcionam um grande efeito decorativo, e devido a proteção prova d’água e por trabalhar em 12V, permite a instalação em ambientes úmidos.
  
·             Decoração de lojas, bares, restaurantes e danceterias.
·             Aquários, fontes, piscinas.
·             Iluminação de adegas.
·             Iluminação de escadas e elementos residenciais.
·             Máquinas diversas que necessitam de iluminação decorativa.
·             Iluminação decorativa em iates e embarcações náuticas.
·             Ideal para iluminar balcões, arcos ou corrimãos.
·             Iluminação de bordas e sancas.
·             Para iluminação reversa de materiais transparentes ou difusos (backlight).
·             Backlighting para Letreiros.
·             Iluminação arquitetural e decorativa.
·             Realce de linhas retas e curvas.
·             Iluminação de emergência.
·             iluminação de caminhos. 


Fonte:  http://www.uniled.com.br/

A Gattai (www.gattai.com.br) fez no projeto do Buffet Contemporâneo 8076  uma cobertura em acrílico com o uso de iluminação LED simplesmente lindo:
Casa e Cia 2008 - espaço Adega 21, o teto de bolas de vidro iluminado com LEDs na cor âmbar, dando um efeito de bolhas de champagne no final da taça, obedecendo a criação da luminotécnica Sandra Thomé e da arquiteta karen Hass.

Esse apoio de copo decorativo cria uma atmosfera fascinante em mesas e bares. Ideal para acrescentar prestígio à mesa durante eventos, jantares com amigos ou simplesmente para deixar as festas mais divertidas e coloridas. O apoio de copo possui milhões de núcleos RGB que se alteram lentamente quando um vidro é colocado em cima. O objeto perfeito para quem gosta e busca estilo:                              

 
• Leve (apenas 42 g)
• Vida da pilha: 16–20 horas
• Inclui 2 pilhas tipo botão (CR2032)
• Utiliza LED RGB com mudança de cores (mudança multicor com rápidas transições)

Fonte: http://www.osram.com.br/osram_br/


Ambientes com projetos de iluminação maravilhosos:

 
Lâmpadas halógenas dimerizada: Projeto de Henrique Reinach e Maurício Mendonça e projeto luminotécnico de Gilberto Franco e Carlos Fortes
Rasgo central, fechado por acrílico leitoso, a luz emitida é difusa e aconchegante. Arquitetos Paula Neder e Alexandro Monteiro
Sala de banho da arquiteta Aline Oleari
Painel de MDF revestido de laca, com recortes feitos a laser e cobertos de acrílico leitoso, criado pela designer gráfica Chris Bolda. Projeto de Carolina Lage.
Spots direcionáveis e lâmpadas dicroicas alguns pontos, como sofá e peças de arte. Projeto de Alice Martins e Flávio Butti.







Fonte de imagens blog acervodeinteriores.

Um comentário:

  1. FOI DE GRANDE IMPORTÂNCIA ESTA POSTAGEM. ME AUXILIOU BASTANTE NA MINHA PESQUISA. OBRIGADA!!!

    ResponderExcluir

Você tem alguma dúvida sobre decoração? Escreva para mim.